McLaren W1: O Supercarro que Reinventa a Performance

O novo McLaren W1 é o sucessor revolucionário de dois dos maiores supercarros de sempre – o McLaren F1 e o McLaren P1™ – e eleva a linhagem McLaren ‘1’ a novos patamares em todos os aspetos de desempenho. Vá, toca mas é a ver o seguinte vídeo, para começar esta longa viagem pelos detalhes que a McLaren nos fornece de forma tão generosa!

McLaren W1 – a nova joia da coroa britânica em matéria de supercarros

Sendo esta a terceira nova expressão máxima de um verdadeiro supercarro da firma de Woking, o novo W1 foi criado de acordo com os princípios fundamentais que sustentam todos os supercarros da McLaren Automotive (antiga McLaren Cars): potência épica aplicada através de aerodinâmica de ponta e tecnologia de chassi leve; os mais elevados níveis de excelência dinâmica e a mais pura ligação com o piloto; o ambiente perfeito para o condutor, em todas as situações de condução; e um impacto visual e sonoro impressionante.

Toda a significativa e conceituada experiência da McLaren em engenharia de baixo peso e desempenho aerodinâmico, inspirada por anos de inovação nas corridas e pela mentalidade de campeã do mundo da McLaren Racing, foi aplicada no W1. A equipa de engenharia por detrás do novo modelo da gama Ultimate é parte integrante de um legado histórico que trouxe um total de 23 títulos do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 da McLaren, no aglomerado das categorias de pilotos e de construtores (até ao fim do ano transato de 2025). Esta expertise, como parte de uma equipa maior, resultou no supercarro mais focado que a McLaren já construiu, mas também num carro com um enorme manancial de capacidades.

O W1 é um supercarro para todas as ocasiões; mais do que qualquer outro McLaren, sente-se igualmente à vontade na estrada e na pista e, tal como o supercarro de estrada McLaren com a volta mais rápida e a aceleração mais rápida até à data, é emocionante de se conduzir (ou pilotar em pista) em qualquer circunstância… desde que seja em estrada plana, de preferência em alcatrão, porque o carro é extremante baixo no que respeita à distância do piso ao solo…

O arrepiante prazer de condução – garantido pelo novo design aerodinâmico revolucionário de alta força descendente, baixo arrasto e efeito solo do W1 – é ainda melhorado pelo processo exclusivo de transformação do modo Road para o modo Race para condução em pista: a altura do W1 diminui (em 37 mm à frente e 17 mm atrás) e um sistema de regulação em altura endurece a suspensão. As asas ativas dianteiras e traseiras são acionadas, com a inovadora asa traseira McLaren Active Long Tail a estender-se para trás até 300 mm para auxiliar na geração dos 1.000 kg de força descendente disponíveis no W1. Ora 1.000 kg são 1 tonelada, ou seja, pouco mais que o peso normal de um carro utilitário… Os pneus têm de ser melhores que perfeitos!

O novíssimo motor V8 biturbo MHP-8 de 4,0 litros, que se estreia no W1, está acoplado a um módulo E de alta densidade de potência para proporcionar uma velocidade estonteante. A potência épica deste novo conjunto motopropulsor híbrido de alto desempenho de 1275 cv e a dedicação incansável da McLaren à engenharia de baixo peso resultaram em níveis de desempenho anteriormente alcançáveis ​​apenas por supercarros e carros de corrida exclusivos para pistas. Tal como o nome W1 celebra a mentalidade de campeão mundial da McLaren, também a data da apresentação pública do carro foi escolhida com isso em mente: 6 de outubro de 2024 marcou o 50º aniversário da conquista dos primeiros títulos mundiais de pilotos e construtores da McLaren na Fórmula 1 por Emerson Fittipaldi, que esteve presente como convidado de honra no Caramulo Motorfestival no ano de 2022, durante a XVII edição do evento.

Desempenho épico do motor híbrido de alto desempenho V8 com pura tração traseira

No coração do W1 está um motor híbrido de alto desempenho totalmente novo, composto pelo novíssimo motor de combustão interna V8 MHP-8 da McLaren, um novo módulo E (integrando um motor elétrico de fluxo radial e uma unidade de controlo do motor) e uma transmissão de 8 velocidades com marcha-atrás elétrica. A potência e o binário são transmitidos exclusivamente às rodas traseiras, através de um diferencial eletrónico.

Os 928 cv do novo V8 e os 347 cv do módulo E combinam-se para produzir 1.275 cv, conferindo ao W1 a maior potência alguma vez produzida por um McLaren de estrada. Concebido para uma entrega de potência épica e um desempenho de cortar a respiração, o motor, combinado com um peso do veículo de 1.399 kg, oferece uma impressionante relação peso-potência de 911 cv/tonelada para o W1 – a maior alguma vez vista num McLaren homologado para circulação em estrada pública e, mais importante, a melhor da categoria (a McLaren assim o afirma). Por incrível que possa parecer, o valor numérico da relação peso-potência é exatamente o mesmo da designação do modelo intemporal de uma firma germâmica de desportivos e superdesportivos (vale a pena mencionar o nome?).

Esta enorme potência, juntamente com o binário total de 1340 Nm e a resposta instantânea do acelerador proporcionada pelo módulo E, confere ao W1 números de aceleração impressionantes: 0-100 km/h em 2,7 segundos, 0-200 km/h em apenas 5,8 segundos e 0-300 km/h em menos de 12,7 segundos. Ora bem, tais valores são muito próximos de um carro de Fórmula 1 de 2025.

Façam este exercício: imaginem juntar apenas o motor V8 de combustão às componentes elétricas MGU-K (que recupera energia cinética das travagens) e MGU-H (que recupera energia térmica dos gases de escape) de um McLaren de F1 de 2025, sem mais alterações regulamentares do conjunto carroçaria-chassi-motor. A McLaren seria campeã de construtores ainda antes do meio da temporada e qualquer um dos dois pilotos da equipa, Lando Norris ou Oscar Piastri, seria campeão do mundo logo a meio da temporada, ou mesmo lá para o final, se mantivessem uma luta entre ambos sem se colidirem ou sofrerem de problemas ou incidentes. Seria exagero da minha parte?… Continuando…

A McLaren desafiou as convenções ao optar por manter a pureza de um chassis de tração traseira num automóvel com tanta potência e binário, numa altura em que os concorrentes estão a recorrer às quatro rodas (é o caso do Ferrari F80), alcançando, pois, com sucesso uma aceleração desta magnitude com um desempenho dinâmico à altura num supercarro de tração traseira, graças à sua vasta herança na Fórmula 1, que utiliza exclusivamente a tração traseira para atingir o auge do desempenho e a máxima precisão na condução. Portanto, e não obstante o ramalhete de tecnologias que o W1 possui, este carro é seguramente para puristas da condução desportiva com “kit de unhas” bem equipado!

O novíssimo motor V8 MHP-8 de 90 graus com cambota plana da McLaren é fundamental para a entrega da potência épica do W1. Concebido desde o início para ser o centro dos melhores sistemas de propulsão eletrificados, o motor biturbo de 3.988 cc possui um bloco, cabeças e pistões de alumínio leves e demonstra a expertise da McLaren na engenharia de motores de combustão que estabelecem novos padrões – por exemplo, o revestimento dos cilindros por pulverização de plasma permite rotações do motor até 9.200 rpm. Épico, épico, épico!

Um sistema de injeção direta de gasolina (GDI) de 350 bar e injeção de combustível na porta de admissão prolongam o desempenho do motor MHP-8 sem afetar negativamente as emissões, possibilitando a maior potência específica alguma vez vista num McLaren – uns impressionantes 233 cv por litro. Isto reduz pocket rockets a formiguinhas…

Os turbocompressores twin-scroll do W1 foram otimizados para proporcionar uma potência e um binário máximos superiores aos componentes anteriores, disponíveis em toda a gama de rotações e com uma resposta melhorada a partir das 2.500 rpm.

O sistema de escape apresenta coletores tubulares concebidos para maximizar o envolvimento do condutor, bem como o desempenho, com tubos longos e de igual comprimento, ajustados para aumentar o som até um crescendo à medida que a rotação do motor se aproxima do seu limite eletrónico de 9.200 rpm.

O módulo E, derivado do desporto automóvel, que funciona em conjunto com o motor de combustão, está montado na lateral da transmissão e contribui com até 347 cv. Composto por um motor elétrico de fluxo radial e uma Unidade de Controlo do Motor integrada – uma abordagem de engenharia semelhante à adotada nas corridas da IndyCar – o módulo E é um exemplo magistral de maximização da eficiência, minimizando o volume e o peso do conjunto. Toda a unidade pesa apenas 20 kg e outras vantagens incluem a redução do volume do líquido de refrigeração, das ligações de baixa e alta tensão e dos vedantes. A unidade selada facilita a manutenção, com uma interface seca exterior à unidade de transmissão.

O motor elétrico é capaz de atingir até 24.000 rpm e tem uma potência específica de 23 cv/kg, diretamente comparável aos motores elétricos da Fórmula 1.

O módulo elétrico é alimentado por uma pequena bateria de 1,384 kWh, que, juntamente com a unidade de gestão e a unidade de distribuição de energia, está alojada num piso estrutural de fibra de carbono dentro de uma cavidade no monocoque de fibra de carbono, localizada o mais baixo possível para otimizar o centro de gravidade do veículo.

As células da bateria, derivadas do desporto automóvel, são concebidas para priorizar a alta potência para o módulo elétrico, aumentando a resposta do acelerador e elevando a potência geral aos níveis necessários para oferecer o desempenho impressionante do W1. Mesmo com este foco na maximização da potência, o W1 pode ser conduzido em modo totalmente elétrico, com zero emissões, até 2 km (1,6 milhas). Não se admirem, afinal de contas é um carro de estrada inspirado no heritage das corridas.

O estado de carga da bateria é gerido de forma a manter um nível mínimo de carga para ligar o motor ao ligar o veículo, energia para a função de marcha-atrás e uma reserva para quando o carro permanece estacionado durante longos períodos. Em linha com o compromisso da McLaren em minimizar o peso, o peso total dos componentes híbridos foi reduzido em 40 kg em comparação com o McLaren P1™, ao mesmo tempo que oferece quase o dobro da potência elétrica. A ausência de componentes auxiliares do motor, incluindo o alternador, o motor de arranque e a tubagem adicional necessária para um sistema de climatização convencional, também contribui para a redução de peso. Tudo isso é excelente, pois não compromete de forma alguma e até otimiza uma ótima ligação homem-máquina (ui, que pleonasmo fui usar!…).

Nascido da aerodinâmica de efeito solo inspirada na Fórmula 1

A McLaren é sinónimo de inovação e excelência aerodinâmica desde os seus primórdios, com o próprio Bruce McLaren, que assentou as bases da McLaren Racing, sempre determinado a procurar qualquer vantagem oferecida por novas formas de gerir o fluxo de ar para equilibrar a sustentação e o arrasto da forma mais eficiente possível. O McLaren M6A Can-Am, carro de corrida campeão em 1967, empregou a aerodinâmica de efeito solo com grande sucesso e, embora tenha sido necessária mais uma década para que a tecnologia chegasse à Fórmula 1 – e a década de 1990 para que o McLaren F1 demonstrasse a sua eficácia num carro de estrada – o efeito solo continua a ser uma vantagem significativa como parte de um pacote aerodinâmico completo para os fabricantes de automóveis que o conseguem dominar.

Pois… mas o tal efeito solo, tão característico dos monolugares de Fórmula 1 que correram entre 2022 e 2025, voltou a ser proibido por regulamento a partir de 2026. Ping-pong, ping-pong, ping-pong… Ok, adiante!

Não é, portanto, de estranhar que o design impressionante do novo McLaren W1 seja definido pelos requisitos aerodinâmicos, com os engenheiros da McLaren a concentrarem-se em combinar a elevada força descendente e o baixo arrasto que as inovações de efeito solo proporcionam como base para as extraordinárias capacidades do novo modelo da gama Ultimate.

A plataforma aerodinâmica do W1 é a mais avançada alguma vez vista num McLaren de estrada, resultado de 350 horas de testes em túnel de vento com 5.000 pontos testados. O conceito começa com o monocoque Aerocell, concebido para otimizar a aerodinâmica de efeito solo. Com bancos integrados – que permitem poupar quase 70 mm na distância entre eixos – e apoios para os pés elevados com pedais e volante ajustáveis ​​para garantir a posição de condução ideal, o Aerocell é exclusivo do W1, que também apresenta o maior número de superfícies aerodinâmicas e ativas de sempre de toda a história da McLaren Automotive.

O Aerocell também incorpora fixações para as primeiras portas anédricas da McLaren. A decisão de adotar este conceito de porta foi ditada por requisitos aerodinâmicos que exigiam um design de porta com dobradiças apenas no tejadilho. Em conjunto com o vidro lateral rebatível de tamanho reduzido, a porta anédrica da McLaren permite a otimização do fluxo de ar dos arcos das rodas dianteiras para os radiadores de alta temperatura, proporcionando espaço de refrigeração extra que permite reduzir o tamanho dos radiadores necessários para arrefecer o motor, otimizando o espaço e reduzindo o peso. O facto de a forma da porta fazer lembrar a lateral da carroçaria do McLaren MCL38 de Fórmula 1 é também uma assinatura visual elegante. Bom, cliquem na hiperligação da designação do monolugar de Fórmula 1 da McLaren que quebrou um longo hiato na conquista do título de construtores em 2024, e tirem as vossas conclusões.

O W1 baseia-se na inovação aerodinâmica inspirada na Fórmula 1 que distinguiu o McLaren P1™ da concorrência e que foi aperfeiçoada nos modelos McLaren subsequentes. A atenção aos requisitos aerodinâmicos no W1 estende-se até ao motor, que está inclinado 3 graus para acomodar o difusor traseiro de alta pressão aerodinâmica.

A chave para a dualidade do carácter dinâmico do W1 – que oferece uma experiência de condução sublime tanto em estrada como em pista – é o modo McLaren Race. Quando acionado, este sistema utiliza tecnologias aerodinâmicas de transformação de forma para permitir uma transformação radical e incomparável do comportamento do automóvel, da estrada para a pista. Exclusivamente no W1, grande parte da força descendente é gerada utilizando toda a parte inferior da carroçaria para criar um efeito solo, maximizado quando o modo Race é selecionado.

A redução da altura ao solo – em 37 mm à frente e 17 mm atrás – e o acionamento das asas dianteiras e traseiras ativas não são apenas um espetáculo: no modo Race, o W1 é capaz de gerar até 350 kg de força descendente na frente e 650 kg na traseira, resultando numa força descendente total de até 1000 kg em curvas de alta velocidade.

As asas dianteiras e traseiras ativas e o defletor de fluxo de ar montado no tejadilho do W1 estão entre as características aerodinâmicas mais avançadas já vistas num McLaren homologado para as ruas. A revolucionária asa traseira McLaren Active Long Tail – indiscutivelmente o elemento visualmente mais impactante do novo W1 – é absolutamente essencial para o desempenho aerodinâmico do automóvel. A primeira associação da McLaren ao termo “longtail” remonta ao F1 GTR de 1997, mas, no caso desta nova asa Active Long Tail, é parte essencial da estratégia para a gestão de drag, sustain e downforce.

Acionada por quatro motores elétricos e movendo-se para cima, para baixo e – dependendo se o W1 está no modo Road ou Race – também 300 mm para trás e ajustando a inclinação, a McLaren Active Long Tail amplia a área de atuação do difusor traseiro no modo Race e é fundamental para a geração de downforce. Também opera nas configurações DRS e aerofólio, conforme necessário, para ajudar a otimizar o equilíbrio aerodinâmico.

A asa dianteira é acionada por outros dois motores elétricos e descreve um arco para criar uma área frontal inferior de largura total, direcionando o ar para baixo do automóvel no modo Race através de uma bandeja em “T” e uma quilha ao estilo da Fórmula 1. As duas asas trabalham em conjunto entre si e com outros elementos do projeto para permitir uma gestão rápida e precisa das necessidades aerodinâmicas.

Para a condução em estrada, a asa traseira ativa de cauda longa está posicionada sobre a carroçaria traseira, e o posicionamento das asas dianteira e traseira está otimizado para este ambiente. A asa dianteira fica mais alta a baixas velocidades para evitar danos causados ​​por lombas. O sistema de elevação do veículo do W1 reduz ainda mais este risco. O design da suspensão dianteira também contribui para a eficiência aerodinâmica, com os braços inferiores do sistema pushrod e os amortecedores internos significativamente elevados para manter o fluxo de ar direcionado para a traseira do automóvel. Outros componentes possuem um perfil aerodinâmico otimizado para auxiliar ainda mais. O condicionamento do fluxo de ar na traseira do automóvel é menos prioritário, dado que o difusor desempenha esta função, o que significa que as molas e os amortecedores exteriores são a solução ideal.

Genialidade dinâmica sem compromissos, impulsionada pelo ADN da McLaren.

A filosofia de “Engenharia Leve” da McLaren e a utilização de estruturas de fibra de carbono à medida resultam num veículo com o peso seco mais baixo do mercado, de apenas 1.399 kg para o W1, o que é fundamental para satisfazer a necessidade de um desempenho excecional em todo o lado – seja na estrada ou na pista.

A novíssima suspensão McLaren Race Active Chassis Control III com o modo McLaren Race garante um vasto leque de capacidades, desde a conformidade com as leis de trânsito até ao desempenho de volta mais rápida e uma ligação pura ao condutor.

A configuração Comfort proporciona aos ocupantes uma condução suave com maior controlo da carroçaria a velocidades médias e altas, enquanto o modo Sport oferece uma configuração mais envolvente e conectada, com foco no controlo da carroçaria e na agilidade a todas as velocidades. Quando o modo Race é selecionado, é priorizada uma plataforma aerodinâmica estável, com um elemento de oscilação ativa acionado para uma dinâmica superior na pista e uma força descendente consistente.

O sistema de suspensão do W1 funciona em conjunto com as características aerodinâmicas ativas dianteiras e traseiras integradas num design exclusivo sob o piso, proporcionando uma aerodinâmica de efeito solo. Isto permite os níveis de carga e aderência necessários para distribuir o binário através do eixo motriz, mitigando a necessidade de tração às quatro rodas e, portanto, o peso adicional exigido no eixo dianteiro. A capacidade de gerir um nível tão elevado de binário apenas no eixo traseiro é fundamental para preservar a sensibilidade e o feedback da direção assistida de alto desempenho da McLaren no eixo dianteiro.

Dando continuidade à influência da Fórmula 1, a configuração da suspensão dianteira inclui também barras de torção em titânio e uma barra transversal ativa para controlo da oscilação, enquanto a traseira possui uma barra em Z com bielas ativas para controlar a oscilação. Na busca incessante pela leveza, a impressão 3D foi utilizada para os montantes e braços oscilantes dianteiros do sistema de suspensão avançado.

A travagem do W1 representa um avanço adicional no conceituado sistema hidráulico de alto desempenho da McLaren, melhorado para satisfazer as diferentes exigências de resposta e sensibilidade impecáveis ​​na estrada e na pista, proporcionando ao mesmo tempo a máxima potência de travagem. O W1 consegue parar completamente a partir dos 100 km/h em 29 metros e a partir dos 200 km/h em apenas 100 metros!

Os travões dianteiros são acionados por pinças de 6 pistões e os traseiros por pinças de 4 pistões, ambos com design monobloco forjado. Os discos de 390 mm do sistema otimizado para pistas são exclusivos do W1, apresentando uma camada adicional de cerâmica em comparação com os discos carbocerâmicos do McLaren P1. Isto proporciona uma maior durabilidade, permitindo a utilização de pastilhas de travão mais agressivas e níveis de fricção mais elevados para aumentar ainda mais a eficiência da travagem.

O desempenho dos travões é ainda otimizado com características aerodinâmicas para manter o sistema refrigerado. Inspiradas diretamente nas condutas de ar da Fórmula 1, estas características foram concebidas para aumentar a força descendente e o arrefecimento do radiador, controlando o fluxo de ar gerado pelos pneus, enquanto as linhas de travagem foram direcionadas para minimizar a perturbação do fluxo de ar sob o automóvel. O travão de estacionamento eletrónico está integrado nas pinças traseiras, reduzindo o peso e, ao mesmo tempo, melhorando a rigidez do componente.

O McLaren de estrada com a volta mais rápida e a aceleração mais rápida de sempre

Superando até o superleve e focado na pista McLaren Senna – por uns incríveis 3 segundos por volta no circuito de referência de Nardò da McLaren – o W1 é também o McLaren de estrada com a aceleração mais rápida de sempre. Impressionantes por si só, estes dois parâmetros são ainda mais incríveis quando se considera que é necessário tanto uma força descendente elevada como um arrasto muito baixo para os alcançar.

Inspirado pelo trabalho de gerações de engenheiros de competição da Fórmula 1, o modo Race da McLaren oferece duas configurações de suspensão – Race e Race+, sendo esta última a mais firme disponível. Isto permite aos pilotos selecionar as definições de acordo com o tipo de pista: ondulada e irregular, onde é necessária uma força descendente aerodinâmica consistente, ou plana e lisa, onde a plataforma de efeito solo é otimizada.

As opções de motorização no modo Race são a configuração “GP”, para consistência em sessões de pista mais longas, ou “Sprint”, para o máximo desempenho e utilização do módulo E numa única volta. Dois botões no volante, ergonomicamente posicionados ao alcance dos polegares do piloto, oferecem opções adicionais: o botão “Boost” liberta instantaneamente toda a potência disponível do módulo E – o mesmo princípio empregue na Fórmula 1 – para fornecer ao piloto tudo o que necessita para ultrapassar em pista ou para obter velocidade adicional à saída das curvas, conforme desejado. Isto pode ser combinado com o botão Aero para ativar o Sistema de Redução de Arrasto (DRS) a pedido, graças à asa traseira McLaren Active Long Tail. O desempenho dos pneus é fundamental para a aderência mecânica e aerodinâmica, e o W1 conta com três opções de pneus: 265/35 à frente e 335/30 atrás, da Pirelli, parceira técnica da McLaren. Para satisfazer as exigências extremas do automóvel, o pneu de pista Pirelli P ZERO™ Trofeo RS, homologado para utilização na via pública, é o equipamento de série. O composto do pneu foi especialmente desenvolvido para manter o máximo desempenho e uma aderência consistente durante toda a sessão na pista. Os pneus Pirelli P ZERO™ R e Pirelli P ZERO™ Winter 2 – ambos desenvolvidos especificamente para o W1 – também estão disponíveis, sendo o primeiro uma solução focada na utilização em estrada e o segundo oferecendo um desempenho excecional em climas frios.

O ambiente perfeito para conduzir um supercarro

A emoção de conduzir o W1 começa com as portas McLaren Anhedral a abrirem para cima, revelando reentrâncias no tejadilho e na abertura inferior dianteira que facilitam o acesso ao inovador e confortável habitáculo. As portas também apresentam uma secção côncava esculpida no interior para maximizar o espaço para os ocupantes.

Como é essencial no ADN da McLaren, o W1 possui uma ergonomia de supercarro incomparável e a melhor visibilidade da sua classe, com um cockpit notavelmente espaçoso tanto para o condutor como para o passageiro. As secções envidraçadas na vista traseira de três quartos e, opcionalmente, na parte superior das portas, proporcionam uma sensação de amplitude ao interior. A visibilidade frontal é excepcional, com o W1 a incorporar as colunas A mais estreitas alguma vez produzidas pela McLaren. Até os quebra-sóis foram concebidos com foco na redução de peso; feitos de fibra de carbono, têm apenas 3 mm de espessura.

Os bancos estão integrados de forma exclusiva no monocoque em fibra de carbono McLaren Aerocell, ligando diretamente o condutor – e o passageiro – ao chassis. Ambos os bancos são totalmente estofados para oferecer um apoio e conforto ideais, proporcionando uma posição de condução mais reclinada do que o habitual, com um excelente apoio para as coxas.

Os pedais, o volante e os comandos principais movem-se para envolver completamente o condutor no cockpit, sendo a posição de condução perfeita facilmente encontrada através do ajuste dos pedais de alumínio montados no piso, que possuem um mecanismo de ajuste exclusivo. O volante, exclusivo do W1, é mais pequeno e mais plano do que os volantes McLaren dos modelos anteriores. As luzes de mudança de velocidades integradas, que indicam ao condutor a necessidade de selecionar a mudança seguinte à medida que a linha vermelha de 9.200 rpm se aproxima, estão disponíveis como opção.

Enquadrados na filosofia dos supercarros McLaren de uma interface totalmente focada no condutor, os únicos dois botões no volante são os de Boost e McLaren Aero Deployment. Inspirados na Fórmula 1, estes foram ergonomicamente concebidos para serem facilmente alcançados e ativados pelo condutor, bastando para isso mover os polegares, sem tirar as mãos do volante.

Os modos de chassi e motorização são ajustados através de comandos basculantes no painel de instrumentos, que se move com a coluna de direção para permitir ajustes de modo ao alcance do volante. O painel de instrumentos do W1 foi concebido para garantir que todo o ecrã permanece visível para o condutor, apesar do volante mais pequeno, e funciona também como um defletor de fluxo aerodinâmico para o ar do sistema de climatização compacto – que fornece ar frio ou quente de forma eficiente, conforme desejado, em todos os modos de condução, incluindo a operação somente elétrica.

Outras características visuais são oferecidas pelos comandos de arranque/paragem, seleção de mudanças e modo Race, juntamente com os controlos dos vidros. Estes estão integrados no visor digital do retrovisor; concebido para se assemelhar a um espelho retrovisor convencional para familiaridade do condutor, a posição e o ângulo da câmara estão estrategicamente posicionados para exibir discretamente uma pequena secção da asa traseira ativa, de forma a fornecer contexto e perspetiva à visão traseira do condutor, facilitando o posicionamento do veículo no trânsito e as manobras a baixa velocidade, incluindo o estacionamento.

Informações adicionais e ajustes podem ser encontrados no ecrã tátil de alta resolução de 8 polegadas do sistema McLaren Infotainment System (MIS II), localizado entre o condutor e o passageiro. Este sistema possui Apple CarPlay com conectividade USB-C, bem como uma porta USB-A para carregamento e armazenamento de dispositivos. Entre os bancos fixos, existe um compartimento de arrumação com um suporte para copos deslizante, e um segundo espaço para pequenos objetos atrás do apoio de braço. O W1 possui ainda um compartimento para bagagem atrás dos bancos, acessível através da movimentação dos encostos de cabeça, que se rebatem para a frente, criando uma plataforma de carga. Com até 117 litros de capacidade, é possível acomodar duas malas de fim de semana ou dois capacetes.

Bom… Nada mau para um casal de amantes e entusiastas de automóveis que ainda por cima adoram viajar pelo mundo e fazer track days, podendo-se dar ao luxo de pôr a roupa a lavar e secar em várias lavandarias self-service em diversos pontos do mundo para voltar a utilizá-la, em contexto de “volta ao mundo em supercarro”, pois claro!

Engenharia visualmente impactante

A abordagem estratégica Performance by Design da McLaren centra-se nos cinco princípios-chave do ADN de design da McLaren – Épico, Atlético, Funcional, Focado e Inteligente – e o novo W1 cumpre claramente este objetivo. A forma altamente esculpida – com quase todos os painéis feitos de fibra de carbono – é imediatamente reconhecível como um supercarro McLaren e uma demonstração visual arrojada da dualidade de carácter do W1, com a superfície superior suave e fluida a contrastar com o efeito solo extremo e intransigente da parte inferior da carroçaria.

A dianteira do W1 exibe a sua genialidade aerodinâmica, com uma grande quantidade de camadas na parte inferior da carroçaria concebidas para direcionar o fluxo de ar para as superfícies aerodinâmicas que conduzem à traseira do carro. A secção superior do nariz apresenta entradas de ar em torno dos faróis e das cavas das rodas superiores, com uma grande entrada única no centro do capô. Na parte traseira, encontra-se uma lâmina aerodinâmica que se levanta para revelar a porta de carregamento EVSE, os reservatórios do líquido dos travões e do lava-vidros. Estruturas aerodinâmicas visíveis em fibra de carbono e componentes da suspensão expostos são um tema recorrente em todo o automóvel.

A lateral do W1 é influenciada pelo design dos sidepods da Fórmula 1, com um amplo recorte para a porta convexa que cria espaço para a saída de ar da cava da roda dianteira através de duas saídas – através das quais os braços da suspensão dianteira são visíveis – e duas grandes entradas de ar à frente da traseira. A mais proeminente delas, que alimenta os radiadores de alta temperatura, tem uma forma triangular e apresenta um rebaixo onde se encontra a segunda entrada de ar à frente da roda traseira e possui um canal que alimenta o difusor traseiro e as entradas de ar dos travões. Até os espelhos retrovisores laterais foram concebidos a pensar na aerodinâmica; estão posicionados o mais externamente possível numa lâmina de suporte e têm um formato que direciona o fluxo de ar para longe da traseira do automóvel, de modo a não prejudicar a eficiência dos radiadores ou da asa traseira ativa.

A secção traseira, com o seu formato pronunciado, inclui uma cobertura do motor ricamente detalhada, localizada abaixo do defletor de fluxo, que também alberga as antenas de áudio e navegação em forma de barbatana de tubarão, acima e à frente da luz de travagem central e da câmara de marcha-atrás. Este sistema direciona o ar limpo para a asa traseira ativa de dois elementos, situada acima do grande escape central duplo. A completar a musculada secção traseira, destaca-se o proeminente difusor traseiro com múltiplas barbatanas.

Vista de cima, a forma do W1 é notavelmente limpa para um design focado na aerodinâmica, com um nariz pronunciado em forma de martelo e uma cabine compacta em forma de gota, que se abre para a asa traseira ativa McLaren. Isto contrasta com a carroçaria inferior, de uma complexidade impressionante, intencionalmente detalhada para otimizar ao máximo o efeito solo.

Excepcionalmente individual e inegavelmente desejável

A McLaren Special Operations oferece uma personalização à medida praticamente ilimitada, dando aos proprietários a liberdade de criar o seu próprio supercarro exclusivo. Está disponível uma gama de materiais luxuosos e inovadores para o interior, incluindo a utilização inédita do McLaren InnoKnit, um material infinitamente flexível e superleve, feito à medida para integrar perfeitamente as superfícies e os componentes internos. Este material é tricotado para se ajustar, eliminando qualquer desperdício de cortes ou costuras.

O InnoKnit pode ser adaptado a diversas cores, texturas e formatos com padrões precisos e foi também integrado em elementos de áudio e vídeo, com a utilização de elementos gráficos para difundir e projetar a iluminação ambiente da cabine. O material também pode ser incorporado nas grelhas dos altifalantes do sistema de áudio Bowers & Wilkins de alta especificação do W1.

Os detalhes exteriores do W1, incluindo a utilização de superfícies claras e escuras na carroçaria, em parte inspirados pelo seu estilo aerodinâmico, mas também pelo design atual das pinturas da Fórmula 1, criam oportunidades ilimitadas para os clientes personalizarem os seus próprios automóveis com a McLaren Special Operations (MSO), utilizando ferramentas de visualização, incluindo realidade virtual e realidade aumentada, para criar o seu próprio W1 exclusivo.

Garantia completa com serviços e manutenção à altura

Cada W1 vem de série com uma garantia abrangente [4 anos/quilometragem ilimitada para o veículo; 6 anos/75.000 km para a bateria HV] e um plano de serviço inclusivo de 4 anos que complementa uma experiência de propriedade única.

O novo sistema de propulsão híbrido foi desenvolvido com um ciclo de manutenção semelhante ao do sistema híbrido V6, e o plano de assistência do W1 seguirá um ciclo de 12 meses. Isto está em linha com os supercarros de produção em série da McLaren, em vez dos horários de muitos carros focados na pista, que têm intervalos de serviço reduzidos com base no número de horas de funcionamento.

Todos os 399 exemplares do W1 previstos para fabrico já se encontram reservados, como é apanágio de edições limitadas de elevado interesse histórico.

A Emoção Automóvel deseja longa vida ao novo rei dos supercarros britânicos (será exagero?)!

NOTA: Todo o texto anterior resulta de uma tradução (com adaptações, ajustes e adição de conteúdo original) de um excerto do comunicado oficial de imprensa da McLaren Automotive datado de 06 de outubro de 2024, o qual pode ser consultado na íntegra clicando na palavra hiperligação. As imagens foram fornecidas através do mesmo comunicado, para uso não comercial.

Vídeos oficiais da série de episódios McLaren W1 ‘One Vision’ – para uma visualização global do novo conceito vencedor. ALTAMENTE ACONSELHÁVEL VER E SENTIR!