Infiniti

Infiniti Q50S Hybrid – um híbrido desportivo de uma marca que não se vende em Portugal

Para surpresa minha, num daqueles dias em que fui dar uma caminhada a pé, a 12/03/2018, avistei não um, mas dois exemplares, de um modelo desportivo híbrido, com matrícula alemã, de uma marca que, incompreensivelmente, não se vende em Portugal. O modelo em questão é o sedan Q50S Hybrid da Infiniti, uma marca japonesa do grupo Nissan que fabrica automóveis de gama luxury tradicionalmente para o mercado norte-americano (e não só), e que foi fundada em 1989. Um modelo incrivelmente bonito e com um vislumbre visual semelhante aos atuais modelos da marca rival Lexus (grupo Toyota) que também vende bem no outro lado do Atlântico Norte. Para quem não sabe, uma informação preciosa: a marca já apareceu associada à equipa de F1 Red Bull Racing e atualmente aparece associada à equipa de F1 oficial da Renault Sport.

O modelo destaca-se visualmente por uma série de curvas radicais que lhe dão um ar de elegância e, ao mesmo tempo, de força. Na zona frontal, a capota do motor, onde está esculpida a onda dupla, une-se harmoniosamente ao pára-lamas dianteiro elevado, para criar uma impressão verdadeiramente dinâmica. Outro pormenor, que está disponível em todas as versões do Q50: o escape duplo que enfatiza a potência e a performance do modelo, ao mesmo tempo que refina o som que sai de qualquer um dos motores que equipam o mesmo modelo. A grelha frontal, composta de diversos arcos duplos com malha ondulada tridimensional, dá ao carro uma presença dominante na estrada, assim como os faróis de LED dinâmicos. O design não é meramente estético, ajudando também a que o coeficiente aerodinâmico seja tão baixo quanto possível para um sedan.

O interior tem o aspeto e o requinte muito semelhante a um Maserati. A ergonomia privilegia, sem sombra de dúvida, o conforto a todos os passageiros, incluindo o condutor. Todo o interior, inclusive o tablier, é forrado em couro especialmente bem tratado – aplicado com um misto de tensão e textura – que dá um aspeto realmente luxuoso ao carro. O mesmo nível de cuidado chega aos cintos de segurança, cuja tecelagem revela um padrão em “espinha de garfo”, o qual não é apenas mais suave como é menos suscetível de danificar a roupa. Inspirados pela arte japonesa, existem acabamentos em alumínio “Kacchu” que imitam a armadura leve dos samurais, ao passo que a estrutura em madeira do tablier utiliza a técnica japonesa “urushi”, onde a madeira é coberta camada por camada para garantir que tenha uma profundidade e brilho reais e, consequentemente, um melhor refinamento do interior.

Tecnicamente, o Q50S Hybrid é dotado de dois tipos de tração: RWD (rodas traseiras) e AWD (tração integral). O sistema AWD tem a capacidade de distribuir diferentes níveis de potência às quatro rodas, sendo que pode fornecer até 50% de potência às rodas dianteiras e até 100% às rodas traseiras nos casos em que a potência não é necessária no eixo dianteiro. Para um melhor controlo de estabilidade, o modelo vem munido com o sistema Direct Adaptative Steering que atua no sentido de eliminar vibrações, mantendo a estabilidade e, ao mesmo tempo, otimizando a direção do veículo para uma melhor e mais suave condução desportiva, complementada pelo sistema Acceleration Swell que otimiza o binário do motor de modo a transmitir verdadeiras emoções ao volante. Os travões são compostos de discos ventilados e pinças opostas de quatro pistões nas rodas da frente e dois pistões nas rodas de trás.

A unidade híbrida é composta por um motor a gasolina atmosférico 3.5L V6 DOHC de 306 cv e um motor elétrico de 50 kW que, juntos, produzem uma potência combinada de 364 cv. O que permite ao Q50S Hybrid acelerar dos 0 aos 100 km/h em 5.1 s em modo RWD (5.4 s em modo AWD), com uma velocidade máxima estupidamente limitada eletronicamente a 250 km/h. A trasmissão da potência é feita com uma transmissão automática de sete velocidades, a qual é comandada pelas patilhas de magnésio afixadas à coluna da direção.

O Q50S Hybrid é ainda dotado de sistemas eletrónicos de auxílio à condução, tais como Around View Monitor, o Moving Object Detection e o Front and Rear Sonar que auxiliam nas manobras de estacionamento com a perspetiva panorâmica de 360 graus, o Intelligent Cruise Control (ICC) e o Distance Control Assist (DCA) que, em conjunto, controlam a aceleração mediante a distância em relação ao carro que se encontra à sua frente, e, por fim, o Smart Beam Assist que sinaliza automaticamente outros condutores, com recurso ao piscar das luzes LED, de modo a prevenir acidentes.

Para proteção dos passageiros, existe o sistema Dynamic Safety Shield, próprio da Infiniti, composto pelos seguintes sistemas: o Active Lane Control, que mantém o carro na faixa correta e caso de indício de distração do condutor; o Predictive Forward Collision Warning que, com dois carros à frente, avisa o condutor de um eventual perigo de colisão em caso de demasiada aproximação aos carros que vão à sua frente; o Forward Emergency Braking, que trava automaticamente em caso do condutor não reagir a tempo de evitar o acidente com o carro que vai à sua frente; o sistema de airbags que inclui os airbags laterais, que se enquadra na estrutura em aço reforçado do habitáculo; por fim, o Back-Up Collision Intervention que, em manobras de marcha-atrás, pára o veículo em caso de colisão iminente.

Last but not the least, nada como um bom sistema de entretenimento, composto pelo Performance Series da Bose, que contém 16 colunas de som que direcionam o som de modo a envolver literalmente, através de um sistema Surround,  os passageiros no momento de laser, e cujo volume é ajustado mediante o nível de ruído que vem do exterior, e pelo sistema de infotainment, que para além de fornecer o som às colunas, permite o acesso às aplicações de Facebook e Google, ao telefone, ao calendário, contendo ainda um sistema de navegação. A música que ecoa das colunas pode ser transmitida por Bluetooth pelo smartphone, por um leitor de MP4 que tenha ligação ao sistema por USB ou ainda pelo sistema interno Digital Audio Broadcasting.

Com tantos e bons atributos, não se compreende como é que uma marca de luxo como a Infiniti (e este modelo é apenas um bom exemplo) não tenha representação oficial em Portugal, tendo em conta que temos várias ofertas semelhantes no nosso país. Como exemplo, na vizinha Espanha este modelo é vendido com o preço de 59.500 €. Em comparação, o Maserati Ghibli, que oferece equipamento semelhante e não contém qualquer motorização híbrida, tem o preço base em 97.050 €.

Caros senhores importadores das marcas do grupo Renault-Nissan, de que estão à espera para vender a marca Infiniti em Portugal?

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